À Procura da Morada de Deus
Reúna toda sua coragem e mude tudo. Você continuará existindo, mas de uma forma tão nova que não conseguirá conectá-la com a antiga. Haverá uma descontinuidade. A velha era tão pequena, tão baixa, tão mesquinha, e a nova é tão vasta. A partir de uma gota de orvalho, você tornou-se um oceano. Porém, mesmo a gota de orvalho caindo da folha de lótus treme por um instante, tenta se segurar um pouco mais, porque pode ver o oceano... Uma vez que tiver caído da folha de lótus, estará acabada. Sim, de certa forma não existirá mais, pelo menos não como gota de orvalho. Mas não será uma perda. Terá se tornado oceânica. E todos os outros oceanos são limitados. Apenas o oceano da existência é ilimitado.
Falei muitas vezes sobre um lindo poema de Rabindranath Tagore. O poeta está à procura de Deus durante milhões de vidas. Ele o viu algumas vezes, longe, ao lado de uma estrela, e começou a mover-se nessa direção, mas, quando chegou à estrela, Deus havia se deslocado para outro lugar. Ainda assim continuou a procurar - ele estava realmente determinado a encontrar a morada de Deus - e, para sua grande surpresa, um dia encontrou uma casa em cuja porta estava escrito: "Morada de Deus." Você pode imaginar seu contentamento, seu êxtase. Subiu correndo os degraus e, na hora em que ia bater na porta, sua mão ficou paralisada. Pensou: “Se essa for mesmo a morada de Deus, então estou acabado, minha busca terminou. Me identifiquei com essa busca, não há nada mais que eu conheça. Se a porta abrir e eu estiver diante de Deus, a busca terá terminado. O que farei depois?” Começou a tremer de medo, tirou os sapatos e desceu de volta os magníficos degraus de mármore. Seu medo era de que Deus abrisse a porta, mesmo sem que ele tivesse batido. Depois começou a correr o mais rápido que pôde. Achava que estivera correndo atrás de Deus o mais rápido possível, mas nesse dia correu ainda mais, e nunca olhou para trás. O poema termina assim: “Estou em busca de Deus. Conheço sua morada, então evito passar por perto e procuro em todos os outros lugares. Há uma grande excitação, um grande desafio, e em minha busca continuo a existir. Deus é um perigo – eu seria aniquilado. Mas agora não tenho mais medo nem de Deus, pois sei onde ele mora. Então, deixando sua casa de lado, posso continuar procurando por ele em todo o universo. Lá no fundo sei que não é Deus que busco. Minha busca serve para alimentar meu ego.” Geralmente não se associa Rabindranath Tagore com religião. Mas apenas um homem religioso extremamente experiente poderia ter escrito esse poema. Não é um poema qualquer, ele contém uma grande verdade. Essa é a situação: o êxtase não permite que você exista, você tem que desaparecer. É por isso que você não vê muitas pessoas em êxtase pelo mundo. A infelicidade alimenta seu ego, e é por isso que há tantas pessoas infelizes no mundo. O ponto central e básico é o ego. Para atingir a verdade suprema, você precisa pagar o preço. E o preço nada mais é que se desfazer do ego. Então, quando você encontrar um momento assim, não hesite: desapareça, dançando. Com uma grande risada, desapareça. Com canções em seus lábios, desapareça.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
tinha uma joaninha laranja ontem boiando numa xicara que tinha agua, com as asas abertas parecendo uma flor de lotus ali deslizando
botei ela numa planta da sala, escorregou da folha lisa e ficou ainda ratiando sem se entender muito ali na terra, ai eu me toquei que ja estava avacalhando no assistencialismo e pensei agora eh contigo
dai agora a joaninha laranja ta parada no sofa aqui do meu lado, eu fui mexer com ela achando que ela estava morta e pensando bah que sinal de merda e dai ela deu uma reagida
ta soh tomando uma brisa do ventilador
calor pra caraleo veio
botei ela numa planta da sala, escorregou da folha lisa e ficou ainda ratiando sem se entender muito ali na terra, ai eu me toquei que ja estava avacalhando no assistencialismo e pensei agora eh contigo
dai agora a joaninha laranja ta parada no sofa aqui do meu lado, eu fui mexer com ela achando que ela estava morta e pensando bah que sinal de merda e dai ela deu uma reagida
ta soh tomando uma brisa do ventilador
calor pra caraleo veio
um dia quando eu tinha uns 10 anos na aula de leitura na bibliotequinha do apeles o buiu escreveu um poema baseado num poema do mario pirata da minhoca gordona que nao passava pela porta e tinha que entrar pela janela. eu nao lembro dos versos, mas ele chamou a minhoca dele de claraluz e mantinha o tema e lembro muito da voz dele e da da lingua presa falando claraluz. os olhos da professora brilharam muito e ela achou uma maravilha quando ele leu o poema pra turma. eu fiquei muito puta, porque nem existia isso de bullying, mas eu via um padrao ali. como a professora nao tinha me defendido? como ela pode achar uma maravilha? eu ate fumei uns varios na jaime telles com o buiu tempos depois e quando ele encontrava a minha mae sempre perguntava por mim, claraluzzfff. eu nao guardava rancor do buiu. muito muito tempo eu levei pra entender a professora. acho que foi quando me disseram que o buiu tava no presidio central.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
o amor ira dancar em torno da fogueira das cartilhas
propriedade unificada da compaixao
compartilhando os diferente niveis de evolucao em harmonia
tinha uma musica do marat/sade que eu o negro e a negra gostavamos de cantar e a minha mae ficava de ai que horror, feito a do exu caveira que a gente aprendeu la em bage. era assim:
dizem (dizeeem)
que a cabeca (que a cabecaaaa)
quando erguida pelas maos de um carrasco ainda esta viva
que os olhos ainda veem
que a lingua ainda se movimenta
e que embaixo os bracos e as pernas anda se agitaaaam
o que nao eh deste mundo permanece
propriedade unificada da compaixao
compartilhando os diferente niveis de evolucao em harmonia
tinha uma musica do marat/sade que eu o negro e a negra gostavamos de cantar e a minha mae ficava de ai que horror, feito a do exu caveira que a gente aprendeu la em bage. era assim:
dizem (dizeeem)
que a cabeca (que a cabecaaaa)
quando erguida pelas maos de um carrasco ainda esta viva
que os olhos ainda veem
que a lingua ainda se movimenta
e que embaixo os bracos e as pernas anda se agitaaaam
o que nao eh deste mundo permanece
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
a coisa que mais impressionou a mim e ao argentino dos caixinhos foi a entrega dos corpos das mulheres, que era o que se podia ver e que devia ser do tamanho da viagem do espirito delas.
um manto sobrenatural caindo delicado sobre as cabecas de cada uma delas se enxergava e eramos uma flor grande aquele circulo vermelho perfumado de vento salgado.
um manto sobrenatural caindo delicado sobre as cabecas de cada uma delas se enxergava e eramos uma flor grande aquele circulo vermelho perfumado de vento salgado.
dai a lua foi criada pelos mestres do universo pra dar ritmo
a bruma baixou e nao se pode ver mais a sete palmos toda a noite
depois ela se escondeu nas nuvens de chuva e naquele dia uma bruma passou por nos e foi indo pro canto da guarita que tava ecoando tambor e brilhando fogo
achamos que era um pagode mas eram cerca de 13 ciganas bailando, pombas giras e tocava uma musica do ze pilintra
no outro dia, dia a bruma tava meio invisivel e havia 5 graus de diferenca na berinha d`agua e dois passos dali
e no outro outro dia os ciganos fizeram o nosso caminho e pararam no lago pra ver as inacreditaveis full tartarugas
a bruma baixou e nao se pode ver mais a sete palmos toda a noite
depois ela se escondeu nas nuvens de chuva e naquele dia uma bruma passou por nos e foi indo pro canto da guarita que tava ecoando tambor e brilhando fogo
achamos que era um pagode mas eram cerca de 13 ciganas bailando, pombas giras e tocava uma musica do ze pilintra
no outro dia, dia a bruma tava meio invisivel e havia 5 graus de diferenca na berinha d`agua e dois passos dali
e no outro outro dia os ciganos fizeram o nosso caminho e pararam no lago pra ver as inacreditaveis full tartarugas
domingo, 29 de janeiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
eu provei que estava errada quando eu falei felicidade
porque era alegria
a felicidade não permite gargalhar o rio
alegria é deixar o mundo exercer sua atração magnetica nos olhos
eu estava no subte e comecei a olhar para as pessoas e um cara primeiro começou a tocar uma flauta e depois uma especie de viola pequena muito rápido e eu tive a minha segunda iluminação em transportes coletivos neste ano, era uma alegria de ser tudo aquilo que eu não conhecia numa impressão da minha existencia não dependente ou justificada mas como que integrada, como se todos os momentos fossem iguais nesse sentido de integração
uma coisa assim
quando voltei pra tirar as ultimas coisas do nosso quarto no templo tinha no chão uma libélula grande, com pequenas bolinhas nas asas lapislazuli, ja bem sequinha de morta
acho que o gatorade trouxe pra gente
botamos numa planta lá
porque era alegria
a felicidade não permite gargalhar o rio
alegria é deixar o mundo exercer sua atração magnetica nos olhos
eu estava no subte e comecei a olhar para as pessoas e um cara primeiro começou a tocar uma flauta e depois uma especie de viola pequena muito rápido e eu tive a minha segunda iluminação em transportes coletivos neste ano, era uma alegria de ser tudo aquilo que eu não conhecia numa impressão da minha existencia não dependente ou justificada mas como que integrada, como se todos os momentos fossem iguais nesse sentido de integração
uma coisa assim
quando voltei pra tirar as ultimas coisas do nosso quarto no templo tinha no chão uma libélula grande, com pequenas bolinhas nas asas lapislazuli, ja bem sequinha de morta
acho que o gatorade trouxe pra gente
botamos numa planta lá
domingo, 22 de janeiro de 2012
vimos os dragoes dancando em chinatown e os tambores fizeram so as minhas pernas arrepiarem
sou minhas pernas
ontem vi uma estrela cadente que explodiu no meio do trajeto dela formando uma estrela multicolorida, a mais linda que eu ja vi na vida
eh inacreditavel a quantidade de pequenos milagres que nos brinda esta viagem
o facebook me deixou muito feliz hoje
o que nao tem nome eh amor, muito amor, queria que nao se assustassem com meu amor, mas no fundo e avesso a todos os discursos que existem sinto que sentimos e somos amor e de alguma forma muito louca nao declarar eh se-lo
estoy en todos
que lindos que somos!
sou minhas pernas
ontem vi uma estrela cadente que explodiu no meio do trajeto dela formando uma estrela multicolorida, a mais linda que eu ja vi na vida
eh inacreditavel a quantidade de pequenos milagres que nos brinda esta viagem
o facebook me deixou muito feliz hoje
o que nao tem nome eh amor, muito amor, queria que nao se assustassem com meu amor, mas no fundo e avesso a todos os discursos que existem sinto que sentimos e somos amor e de alguma forma muito louca nao declarar eh se-lo
estoy en todos
que lindos que somos!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sai baba nos deu mais uma noite
o banheiro mais lindo que eu ja vi fica em bela tropa e isso que a flor de lotus tinha morrido
muitos animais lindos nos cercam todo o tempo
eu sonhei com o fim do mundo hoje e eu buscava minha vo e ficavamos presas num puta engarrafamento num taxi preto e amarelo
o mati vai casar e dai vai pra china com a linda novia chinesa dele e depois pra india fazer coisas que agora nao lembro
o jose vai aprender mais de direccion de fotografia
a vida eh boa
o banheiro mais lindo que eu ja vi fica em bela tropa e isso que a flor de lotus tinha morrido
muitos animais lindos nos cercam todo o tempo
eu sonhei com o fim do mundo hoje e eu buscava minha vo e ficavamos presas num puta engarrafamento num taxi preto e amarelo
o mati vai casar e dai vai pra china com a linda novia chinesa dele e depois pra india fazer coisas que agora nao lembro
o jose vai aprender mais de direccion de fotografia
a vida eh boa
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
tche
eu spou um sentimento que eu sei e nunca encontro
potrqu4 eu busco fgaz parte do qie eu não entendo
se eum dia eu encontar paz eu morro
eu tatuei um gato em cima da paz
eu na~so sei comunicar
eu viro símboo do que quiserem me tatuar
eu nem exito porqu eme falta o amor
eu tenhi espaçps maiores que a cokporeensão
sou providencia
sou mestree
eu tenbho que me manter desperta frente aop mal que eu não quero reconhecer
eu os olhos dele agora
e eu estou muito louca, mas a minha repúpida está desperta
eu afgug3entei ele agora com a força de mil leoes
a intuição tem uma desgraçada história que me conta
a hist[ória que me faz desejar o colo seguro
iwso é meu
achp que pekla primeira vez na minha puta vida eu consighpo dizer alguma voisa pra eu mesma
ou pra mim
e isso nao faz a puta diferença
eu spou um sentimento que eu sei e nunca encontro
potrqu4 eu busco fgaz parte do qie eu não entendo
se eum dia eu encontar paz eu morro
eu tatuei um gato em cima da paz
eu na~so sei comunicar
eu viro símboo do que quiserem me tatuar
eu nem exito porqu eme falta o amor
eu tenhi espaçps maiores que a cokporeensão
sou providencia
sou mestree
eu tenbho que me manter desperta frente aop mal que eu não quero reconhecer
eu os olhos dele agora
e eu estou muito louca, mas a minha repúpida está desperta
eu afgug3entei ele agora com a força de mil leoes
a intuição tem uma desgraçada história que me conta
a hist[ória que me faz desejar o colo seguro
iwso é meu
achp que pekla primeira vez na minha puta vida eu consighpo dizer alguma voisa pra eu mesma
ou pra mim
e isso nao faz a puta diferença
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
eita que eu já tinha ouvido essa palavra mas não sabia o que era kundalini até agora
orgone transbordou
mas eu me apeguei ao que provocava
e eu senti a serpente adormecendo e esquentando
me deixando muito séria e morta
em bem conheço essa morte
a deusa me deu todo o poder para tirá-lo
eu nunca fui minhas pernas
eu busco o equilíbrio dos meus pés pelos meus pés
orgone transbordou
mas eu me apeguei ao que provocava
e eu senti a serpente adormecendo e esquentando
me deixando muito séria e morta
em bem conheço essa morte
a deusa me deu todo o poder para tirá-lo
eu nunca fui minhas pernas
eu busco o equilíbrio dos meus pés pelos meus pés
eu pensei agora que a chave era me perdoar pelas mentiras que eu mesma inventei
mas dai como, vou ter que aceitar o prisma da mentira de novo?
dai eu achei outra chave que é a busca pela mentira. é como se a verdade intuitiva precisasse ser punida pela consciência.
e de alguma forma eu acho mesmo que ela precisa ser revista e por isso precisou da punição pra que eu enxergasse ela.
porque eu nunca conversei com ela, pra só achar que a recebia como forma de sorte ou azar. como forças externas. da mesma forma que eu utilizava os oráculos.
e é engraçado, porque a cortina de fumaça que cobria essa conexão foi construída de coragem.
e coragem é a palavra que mais se aproxima do que a intuição tem pra conversar comigo.
e é muito engraçado também esse sentimento de culpa. porque eu não perdoo ninguém porque parece que é aceitar as mentiras que se inventa e torná-las vivas. porque do fundo do coração eu sei que não se trata de viver uma vida dura para receber dádivas. e tanto tempo esse engano me reinou que se fizeram necessárias todas as frustrações que me trouxeram até aqui.
não se trata de me perdoar,
é ser árvore e pedra, é ser o rio a gargalhar.
mas dai como, vou ter que aceitar o prisma da mentira de novo?
dai eu achei outra chave que é a busca pela mentira. é como se a verdade intuitiva precisasse ser punida pela consciência.
e de alguma forma eu acho mesmo que ela precisa ser revista e por isso precisou da punição pra que eu enxergasse ela.
porque eu nunca conversei com ela, pra só achar que a recebia como forma de sorte ou azar. como forças externas. da mesma forma que eu utilizava os oráculos.
e é engraçado, porque a cortina de fumaça que cobria essa conexão foi construída de coragem.
e coragem é a palavra que mais se aproxima do que a intuição tem pra conversar comigo.
e é muito engraçado também esse sentimento de culpa. porque eu não perdoo ninguém porque parece que é aceitar as mentiras que se inventa e torná-las vivas. porque do fundo do coração eu sei que não se trata de viver uma vida dura para receber dádivas. e tanto tempo esse engano me reinou que se fizeram necessárias todas as frustrações que me trouxeram até aqui.
não se trata de me perdoar,
é ser árvore e pedra, é ser o rio a gargalhar.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
ai meu deus é muita seriedade
minha vó está morrendo nos nossos braços
e eu so sei fazer ela rir
eu não vou aqui fazer teoria porque não tem
só sei que ela só sente dor nos dias de tristeza
as vezes ela não sabe quem eu sou mais
e diz que gosta muito de mim, essa que ela não sabe quem é
que é quem agora faz ela rir
é muita seriedade esse não
e eu acho que foi do tamanho que tinha que ser
mas que é de uma graça que eu soube agora que precisa vir a tona
e isso chorou muito num amanhecer junto com uma dor física num ponto do peito onde o seio direito vira braço, do lado do diamante
no outro dia eu fiquei sabendo que era o meu baço querendo água
eu acho que eu já to levando muito a sério o que não tem sentido
e isso está me matando porque como sabe a minha vó eu sou muito boa em fazer rir
minha vó está morrendo nos nossos braços
e eu so sei fazer ela rir
eu não vou aqui fazer teoria porque não tem
só sei que ela só sente dor nos dias de tristeza
as vezes ela não sabe quem eu sou mais
e diz que gosta muito de mim, essa que ela não sabe quem é
que é quem agora faz ela rir
é muita seriedade esse não
e eu acho que foi do tamanho que tinha que ser
mas que é de uma graça que eu soube agora que precisa vir a tona
e isso chorou muito num amanhecer junto com uma dor física num ponto do peito onde o seio direito vira braço, do lado do diamante
no outro dia eu fiquei sabendo que era o meu baço querendo água
eu acho que eu já to levando muito a sério o que não tem sentido
e isso está me matando porque como sabe a minha vó eu sou muito boa em fazer rir
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
é divino ser teu capítulo
porque tu é muito meu espelho e faz parte do que eu me transformo
e pelo teu sorriso me entrego à sorte dos símbolos que eu reflito sem controle
assumo esse pacto mais antigo que a memória
de não revelar a natureza das coisas antes delas serem descobertas
não posso ler as mentiras do medo nos silêncios
porque poderosamente permito que a intuição tome conte de seu posto sagrado em todos os silêncios
e disso muito me contou deus nos diamantes do teu olhar
e agora ela me conta dos milagres que transcendem o bem e o mal
porque tu é muito meu espelho e faz parte do que eu me transformo
e pelo teu sorriso me entrego à sorte dos símbolos que eu reflito sem controle
assumo esse pacto mais antigo que a memória
de não revelar a natureza das coisas antes delas serem descobertas
não posso ler as mentiras do medo nos silêncios
porque poderosamente permito que a intuição tome conte de seu posto sagrado em todos os silêncios
e disso muito me contou deus nos diamantes do teu olhar
e agora ela me conta dos milagres que transcendem o bem e o mal
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Depois de ter-se demorado longamente nas proximidades do portão do parque, percebia a tolice da ânsia que o arrastara até aquele lugar. Compreendia que não podia ser útil ao filho e não devia apegar-se a ele. No fundo do coração doía-lhe o amor ao fugitivo, feito ferida. Mas, ao mesmo tempo notava que essa ferida lhe fora aplicada, não para que ele a alargasse, senão para que a transformasse numa flor a abrir-se magnificamente.
a única forma de suportar o desconforto que se faz dor é deixar o gongo da garganta bater acelerado e violento no orgulho. a miséria que paira tão densa no ar é porque precisa nos invadir. esse é um momento muito especial do tempo. os três dias de escuridão. criança eu sonhava com a noite alaranjada que não abandonava a janela. nunca chegava a um desfecho. era só a angústia. o desfecho é agora. e a escuridão vem mesmo acompanhada da cortina de fumaça que a escondia de cores.
a realidade refletirá o seu avesso.
o medo vai dissolver nossos ossos.
o amor troca se transformará em comunhão cósmica.
não estou perdida no escuro procurando o caminho para gargalhar dessa dor nas tripas
nossos espíritos se libertarão em gargalhadas de júbilo
nunca mais de escárnio
a realidade refletirá o seu avesso.
o medo vai dissolver nossos ossos.
o amor troca se transformará em comunhão cósmica.
não estou perdida no escuro procurando o caminho para gargalhar dessa dor nas tripas
nossos espíritos se libertarão em gargalhadas de júbilo
nunca mais de escárnio
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
passei a virada do ano dentro de um ônibus de linha cheio de gente que também não planejou isso. e eu, que sempre pensei festividades de fim de ano meu pau de óculos, não resisti a me transformar naquele ônibus, naquela felicidade, muito cúmplice e consciente, naquele momento, da força amor que nos une, que inspira as misérias e expira a beleza.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
meu sorriso triste
retumba a percussão poderosa
do amor que brilha ao contrário
não é preciso mostrar o dentes
nem chicotear no espaço
as convulsões do magnetismo desse cordão prateado
matéria deseja teu abraço sem fundo
que amarre meus pulsos nas costas
derreta a fúria dos ossos
da serpente do meu lombo
espírito segue uma só reta para o infinito
toma vento na rua
nuvem pra ser soprada
e chover violeta
frustração ventura
me liberta da pretensão
de calcular o absurdo
da criação
amando ao contrário
de fora pra dentro pra fora
pra fora do tempo
retumba a percussão poderosa
do amor que brilha ao contrário
não é preciso mostrar o dentes
nem chicotear no espaço
as convulsões do magnetismo desse cordão prateado
matéria deseja teu abraço sem fundo
que amarre meus pulsos nas costas
derreta a fúria dos ossos
da serpente do meu lombo
espírito segue uma só reta para o infinito
toma vento na rua
nuvem pra ser soprada
e chover violeta
frustração ventura
me liberta da pretensão
de calcular o absurdo
da criação
amando ao contrário
de fora pra dentro pra fora
pra fora do tempo
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Lugar sem comportamento é o coração.
Ando em vias de ser compartilhado.
Ajeito as nuvens no olho.
A luz das horas me desproporciona.
Sou qualquer coisa judiada de ventos.
Meu fanal e um poente com andorinhas.
Desenvolvo meu ser até encostar na pedra.
Repousa uma garoa sobre a noite.
Aceito no meu fado o escurecer.
No fim da treva uma coruja entrava.
do manoel de barros
Ando em vias de ser compartilhado.
Ajeito as nuvens no olho.
A luz das horas me desproporciona.
Sou qualquer coisa judiada de ventos.
Meu fanal e um poente com andorinhas.
Desenvolvo meu ser até encostar na pedra.
Repousa uma garoa sobre a noite.
Aceito no meu fado o escurecer.
No fim da treva uma coruja entrava.
do manoel de barros
sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
59. A Jornada
Mesmo que você tenha quebrado seus votos mil vezes...
Tristeza, sofrimento e miséria – tudo tem que ser tomado de forma não-séria, porque, quanto mais você os levar à sério, mais difícil será livrar-se deles. Quanto menos sério você for, mais fácil ficará passar através do sofrimento, através dos períodos de escuridão, cantando uma canção. E, se uma pessoa é capaz de passar por esses períodos cantarolando e dançando, então por que se torturar sem necessidade? Torne essa jornada apenas um belo assunto para risadas.
Há uma bela frase de Mevlana Jalaluddin Rumi, um dos maiores mestres sufis de todos os tempos. Ele disse: Venha, quem quer que seja; Errante, religioso, amante do conhecimento... Não importa. Não é de desespero, nossa caravana. Venha, mesmo que por mil vezes Tenhas quebrado seu voto. Venha, venha, e mais uma vez, venha. Lembre-se desta bela frase: “Não é de desespero nossa caravana.” Também posso dizer isto. Não é de desespero nossa caravana, é a celebração da vida. As pessoas se tornam religiosas para fugir à infelicidade, e aquele que se torna religioso por conta da miséria está se tornando religioso pelas razões erradas. E, se algo já começa errado, o fim não poderá dar certo. Torne-se religioso por causa da alegria, por causa da experiência da beleza que está ao seu redor, por causa do enorme presente que Deus lhe deu: a vida. Torne-se religioso por gratidão. Seus templos, suas igrejas, suas mesquitas e gurudwaras estão cheios de pessoas miseráveis. Elas transformaram também os seus templos em infernos. Estão lá porque estão em agonia. Elas não conhecem Deus, não têm interesse em Deus. Não estão preocupadas com a verdade, não há questionamento. Estão lá apenas para serem consoladas, confortadas. Então procuram qualquer um que possa dar a elas crenças fáceis com as quais possam remendar suas vidas, esconder suas feridas, cobrir sua infelicidade. Estão lá à procura de uma falsa satisfação. A nossa caravana não é de desespero. É um templo de alegria, de canções, de música, de criatividade, de amor e vida. Não importa. Você pode ter quebrado todas as regras de conduta ou de moralidade. Na verdade, qualquer um que tenha alguma coragem irá quebrar essas regras. Concordo com Jalaluddin Rumi, quando ele diz: Venha, mesmo que por mil vezes Tenha quebrado seu voto. As pessoas inteligentes irão quebrar todos os seus votos muitas vezes, porque a vida está sempre mudando, as situações mudam. E um voto é feito sob pressão – talvez o medo do inferno, a ganância pelo paraíso, respeitabilidade na sociedade... Não está vindo do núcleo mais profundo de seu ser. Quando algo vem de seu próprio ser interno, nunca se quebrará. Mas então não será um voto, será um fenômeno simples, como respirar. Venha, venha e mais uma vez venha. Todos são bem-vindos, sem qualquer condição. Você não precisa preencher nenhum pré-requisito. Chegou a hora em que é necessário uma grande rebelião contra todas as religiões estabelecidas. A religiosidade é necessária no mundo, mas não precisamos de novas religiões – chega de hindus, cristãos, mulçumanos -, apenas de pessoas puramente religiosas, pessoas que tenham grande respeito por si mesmas.
Mesmo que você tenha quebrado seus votos mil vezes...
Tristeza, sofrimento e miséria – tudo tem que ser tomado de forma não-séria, porque, quanto mais você os levar à sério, mais difícil será livrar-se deles. Quanto menos sério você for, mais fácil ficará passar através do sofrimento, através dos períodos de escuridão, cantando uma canção. E, se uma pessoa é capaz de passar por esses períodos cantarolando e dançando, então por que se torturar sem necessidade? Torne essa jornada apenas um belo assunto para risadas.
Há uma bela frase de Mevlana Jalaluddin Rumi, um dos maiores mestres sufis de todos os tempos. Ele disse: Venha, quem quer que seja; Errante, religioso, amante do conhecimento... Não importa. Não é de desespero, nossa caravana. Venha, mesmo que por mil vezes Tenhas quebrado seu voto. Venha, venha, e mais uma vez, venha. Lembre-se desta bela frase: “Não é de desespero nossa caravana.” Também posso dizer isto. Não é de desespero nossa caravana, é a celebração da vida. As pessoas se tornam religiosas para fugir à infelicidade, e aquele que se torna religioso por conta da miséria está se tornando religioso pelas razões erradas. E, se algo já começa errado, o fim não poderá dar certo. Torne-se religioso por causa da alegria, por causa da experiência da beleza que está ao seu redor, por causa do enorme presente que Deus lhe deu: a vida. Torne-se religioso por gratidão. Seus templos, suas igrejas, suas mesquitas e gurudwaras estão cheios de pessoas miseráveis. Elas transformaram também os seus templos em infernos. Estão lá porque estão em agonia. Elas não conhecem Deus, não têm interesse em Deus. Não estão preocupadas com a verdade, não há questionamento. Estão lá apenas para serem consoladas, confortadas. Então procuram qualquer um que possa dar a elas crenças fáceis com as quais possam remendar suas vidas, esconder suas feridas, cobrir sua infelicidade. Estão lá à procura de uma falsa satisfação. A nossa caravana não é de desespero. É um templo de alegria, de canções, de música, de criatividade, de amor e vida. Não importa. Você pode ter quebrado todas as regras de conduta ou de moralidade. Na verdade, qualquer um que tenha alguma coragem irá quebrar essas regras. Concordo com Jalaluddin Rumi, quando ele diz: Venha, mesmo que por mil vezes Tenha quebrado seu voto. As pessoas inteligentes irão quebrar todos os seus votos muitas vezes, porque a vida está sempre mudando, as situações mudam. E um voto é feito sob pressão – talvez o medo do inferno, a ganância pelo paraíso, respeitabilidade na sociedade... Não está vindo do núcleo mais profundo de seu ser. Quando algo vem de seu próprio ser interno, nunca se quebrará. Mas então não será um voto, será um fenômeno simples, como respirar. Venha, venha e mais uma vez venha. Todos são bem-vindos, sem qualquer condição. Você não precisa preencher nenhum pré-requisito. Chegou a hora em que é necessário uma grande rebelião contra todas as religiões estabelecidas. A religiosidade é necessária no mundo, mas não precisamos de novas religiões – chega de hindus, cristãos, mulçumanos -, apenas de pessoas puramente religiosas, pessoas que tenham grande respeito por si mesmas.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
eu tava com medo
dai fui arrumar a cama da vó, que era a minha, eu não tenho mais
me vi no espelho
e eu vi a clareza da essência
não sou o amor que recebo
não sou a beleza que vêem os olhos
sou o amor que multiplico
sou bonita temperança
pra roda do medo
são atraídos todos os perigos do mundo
cegos adrenalinados
perigosos
secamos a fonte do fantástico
intuição não tem palavra
amor não tem contexto
um dia eu abri a porta
e a palavra sentou no tapete da sala
desfalece no jardim da flor do dia
invade o jardim da flor da noite
vermelha e suada tua cara feliz
cabelo molhado grudado na testa
teu meu retrato
e agora que eu sou maior que o tempo
eu quero me perder sem pressa no acaso do meu jardim
e quando tu mastigar o perfume da dama da noite
eu continuo flor
pra fazer botoezinhos
pelo teu calor
porque tu faz tão frio
me suplicam as tripas
vagueio pelo jardim à noite
pra fazer das perguntas que eu não quero fazer
orvalho e poeira de estrela
sou lótus do dia
moro na cara do sol
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
o mundo, amigo govinda, não é imperfeito e não se caminha lentamente rumo à pergeição. não! a cada instante é perfeito. todo e qualquer pecado já traz em si a graça. em todas as criancinhas já existe o ancião. nos lactentes já se esconde a morte, como em todos os moribundos há vida eterna. a homem algum é dado perceber até que ponto o seu próximo já avançou na senda que lhe coube.
e quando estavam as 25 crianças loucas subindo nas classes e voando pela sala chega a professora, e eu me cago toda porque a professora ficava bem brava quando tinha bagunça na sala, e ela veio com o professor do alicate enorme na mão. antes que eu pudesse pensar, ai a mulher vai ficar louca, o professor disse que era o dentista maluco e começou a correr atrás das crianças que corriam, gritavam, riam muito e se grudavam nas minhas pernas. então ele pegou uma delas e jogou numa classe pra arrancar os dentes com o alicatão.
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sábado, 26 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
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