- y tu nem sabe que eu vi ontem
- não
- as três marias, betelgeuse, sirius e as plêiades!
domingo, 30 de julho de 2017
quarta-feira, 5 de julho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
sábado, 10 de junho de 2017
a sala de espelhos
era o giro
a primeira vez que minhas pernas tremeram
e perderam o sentido
o mesmo giro
de agora agora brilhando no vinho
e abaixo do umbigo
nessa cistite com sangue
são muitos giros num só
sobe até o queixo essa vibração
a mesma vibração do corpo de energia que mexia meus braços comos bonecos de borracharia
e rosnar como uma hieninha quando tentava me estabilizar
quando descobri a gravidade alterada
e ai
ai eu fui pular em cima da cama
e ai
o carma se foi
a primeira vez que minhas pernas tremeram
e perderam o sentido
o mesmo giro
de agora agora brilhando no vinho
e abaixo do umbigo
nessa cistite com sangue
são muitos giros num só
sobe até o queixo essa vibração
a mesma vibração do corpo de energia que mexia meus braços comos bonecos de borracharia
e rosnar como uma hieninha quando tentava me estabilizar
quando descobri a gravidade alterada
e ai
ai eu fui pular em cima da cama
e ai
o carma se foi
sexta-feira, 2 de junho de 2017
quinta-feira, 23 de março de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
ali sentada no chão com os olhos fixos nos da cachorra
praticando
passava conversando com espelhos, com a memória e com o futuro
o amor receberia daqueles capturados em sua teia
atraídos por esse inteligente jogo de culpa, medo e condenação
danação em forma de doença mental
sagrado mal que faz o coração reagir
pra contar, tudo, tudo
o que a cachorra falou
o que a cachorra falou
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
gamma gamma ray
a luz dança no escuro da janela aberta até o céu
em chaga o punho pulsa
aberto sagrado coração
ontem de noite me nasceu o neo humanismo
o gosto é de original funk
em chaga o punho pulsa
aberto sagrado coração
ontem de noite me nasceu o neo humanismo
o gosto é de original funk
sábado, 2 de julho de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
quinta-feira, 3 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
três dias de escuridão
o medo separava uivando vento
a luz uniu tudo:
- que o raio parta nossas cabeças!
(leques de luz azul, verde ou roxo abrindo e cobrindo TODO o céu)
grande, grande
alumioso!
a luz uniu tudo:
- que o raio parta nossas cabeças!
(leques de luz azul, verde ou roxo abrindo e cobrindo TODO o céu)
grande, grande
alumioso!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
segunda-feira, 22 de junho de 2015
minha vó morreu numa quinta-feira
era carnaval em março
uma bagunça
no último dia ela não falava mais com a boca, mas com a mente me orientou
eu peguei o livro de orações
que ela levava para algum cantinho, sobre os joelhos, pedir com seu amor irresistível os milagres
e li
aleatória
a extrema unção
(enquanto lia eu pensava credo que deus mais brabo e cala a boca e lê respeita que é ela)
na madrugada passei as roupinhas brancas, e costurei a calcinha dela, minha linda parca que pedalava aquele som gostoso da máquina de costurar
Agora tem um templo no pé do monte, e se espalha pelo mundo com os pescoços das abóboras
como num livrinho que tive
na sexta-feira tinha que ver uma escola pra dar aula
na segunda-feira eu sai de casa pra fazer isso, com uma lista de escolas de eja na mão eu pedi: -vó, onde que eu vou?
- na epa.
o makarenko, com esse nome eu achava que era até anarquista
dai eu fiquei sabendo de um cara chamado fibonacci e chorei de lindeza esse mundo
buda do lua e os mestres vibrando lá do himalaia
que eu não preciso escolher ou incorporar aquilo que eu só posso e preciso olhar com a cara bem perto da cara das formigas
terça-feira, 16 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
era um vale úmido de grama de folhas altas e largas ao pé do hibisco que não vi mais em lugar tempo algum
os caminhos de terra amanteigada de mar e de longas veias raízes multifurcando cantos sob o laranjal onde as galinhas dormiam empoleiradas
e chocavam dentro dos diversos móveis em decomposição ao sol
tirávamos tijolos da pirâmide para construir com tábuas nossos móveis no clarão do taquaral
proprietários cada de um galho do cinamomo, de uma árvore, de uma fábrica na freeway e de uma cor de exército do war
os caminhos de terra amanteigada de mar e de longas veias raízes multifurcando cantos sob o laranjal onde as galinhas dormiam empoleiradas
e chocavam dentro dos diversos móveis em decomposição ao sol
tirávamos tijolos da pirâmide para construir com tábuas nossos móveis no clarão do taquaral
proprietários cada de um galho do cinamomo, de uma árvore, de uma fábrica na freeway e de uma cor de exército do war
quinta-feira, 23 de abril de 2015
carol otto
Era uma tarde de verão, dessas que o sol abraça a Praça da Esplanada toda de dourado.
À soada habitual de oralidades, sirenes, jingles e batidas foi somado um som novo e extraordinário.
Os mais novos golpeavam as teclas do instrumento com os punhos fechados, buscando reproduzir as familiares batidas do Funk carioca.
O argentino Jorge assistia a cena aflito, tomado de dó pelo Carol Otto.
Rodrigo esperava pacientemente sua vez e explicava às crianças sobre as escalas e a posição das mãos para tocar o piano oferendado no centro daquela praça.
O músico gentil, multi-instrumentista autodidata, abandonou o caminho que o levava à carreira de futebolista quando aos doze anos de idade ganhou um cavaquinho da avó, que com coração orgulhado ouvia falar que o neto foi visto nas soleiras das portas das casas da Restinga Velha estudando o instrumento.
Havia tocado um piano apenas uma vez, um inesquecível precioso piano de cauda. Esquecera-se de como eram macias as teclas e da vibração da dança dos pedais.
Então passou a ser visto novamente pelas ruas da vila em seus estudos musicais.
À soada habitual de oralidades, sirenes, jingles e batidas foi somado um som novo e extraordinário.
Os mais novos golpeavam as teclas do instrumento com os punhos fechados, buscando reproduzir as familiares batidas do Funk carioca.
O argentino Jorge assistia a cena aflito, tomado de dó pelo Carol Otto.
Rodrigo esperava pacientemente sua vez e explicava às crianças sobre as escalas e a posição das mãos para tocar o piano oferendado no centro daquela praça.
O músico gentil, multi-instrumentista autodidata, abandonou o caminho que o levava à carreira de futebolista quando aos doze anos de idade ganhou um cavaquinho da avó, que com coração orgulhado ouvia falar que o neto foi visto nas soleiras das portas das casas da Restinga Velha estudando o instrumento.
Havia tocado um piano apenas uma vez, um inesquecível precioso piano de cauda. Esquecera-se de como eram macias as teclas e da vibração da dança dos pedais.
Então passou a ser visto novamente pelas ruas da vila em seus estudos musicais.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)




























