quarta-feira, 5 de julho de 2017




domingo, 18 de junho de 2017

o sol desvenda o doirado

sábado, 10 de junho de 2017

era o giro
a primeira vez que minhas pernas tremeram
e perderam o sentido

o mesmo giro
de agora agora brilhando no vinho
e abaixo do umbigo
nessa cistite com sangue

são muitos giros num só
sobe até o queixo essa vibração

a mesma vibração do corpo de energia que mexia meus braços comos bonecos de borracharia
e rosnar como uma hieninha quando tentava me estabilizar
quando descobri a gravidade alterada
e ai
ai eu fui pular em cima da cama
e ai
o carma se foi

sexta-feira, 2 de junho de 2017

https://m.youtube.com/watch?v=Gxsa4mi_gWg
os genes não aceitam expiação
terror
higiene

12/04/17

quinta-feira, 23 de março de 2017

the one who listens to the surf
can feel the pulse beat of the earth
and like my dolphin swims so free
the sun does swim into the sea

















segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ali sentada no chão com os olhos fixos nos da cachorra
praticando

passava conversando com espelhos, com a memória e com o futuro

o amor receberia daqueles capturados em sua teia
atraídos por esse inteligente jogo de culpa, medo e condenação

danação em forma de doença mental
sagrado mal que faz o coração reagir
pra contar, tudo, tudo
o que a cachorra falou


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

nunca me disseram pra saber o que eu sinto
sempre era ou isto
ou aquilo

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

o sentimento é a mente do universo

o sol ensolarará a estrada dela

video



domingo, 23 de outubro de 2016

gamma gamma ray

a luz dança no escuro da janela aberta até o céu
em chaga o punho pulsa
aberto sagrado coração

ontem de noite me nasceu o neo humanismo
o gosto é de original funk

sábado, 2 de julho de 2016

eu acho que as abelhas acham incrível
caminhar no vidro

terça-feira, 5 de abril de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

a única coisa que é contrária à luz é o confinamento

sexta-feira, 4 de março de 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016


gatinhos gostam de voar

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

- de onde tu tirou isso, Clara?  vai tomar um remédio!

uma parte eu tiro do coração
o resto é da internet

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

três dias de escuridão

o medo separava uivando vento
a luz uniu tudo:
- que o raio parta nossas cabeças!

(leques de luz azul, verde ou roxo abrindo e cobrindo TODO o céu)
grande, grande
alumioso!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

a morte
é um dia de muito amor

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

quando trarei ao mundo
unaí

segunda-feira, 22 de junho de 2015

minha vó morreu numa quinta-feira
era carnaval em março
uma  bagunça

no último dia ela não falava mais com a boca, mas com a mente me orientou
eu peguei o livro de orações 
que ela levava para algum cantinho, sobre os joelhos, pedir com seu amor irresistível os milagres
e li
aleatória
a extrema unção
(enquanto lia eu pensava credo que deus mais brabo e cala a boca e lê respeita que é ela)

na madrugada passei as roupinhas brancas, e costurei a calcinha dela, minha linda parca que pedalava aquele som gostoso da máquina de costurar

Agora tem um templo no pé do monte, e se espalha pelo mundo com os pescoços das abóboras
como num livrinho que tive

na sexta-feira tinha que ver uma escola pra dar aula
na segunda-feira eu sai de casa pra fazer isso, com uma lista de escolas de eja na mão eu pedi: -vó, onde que eu vou?
- na epa.

o makarenko, com esse nome eu achava que era até anarquista
dai eu fiquei sabendo de um cara chamado fibonacci e chorei de lindeza esse mundo
buda do lua e os mestres vibrando lá do himalaia

que eu não preciso escolher ou incorporar aquilo que eu só posso e preciso olhar com a cara bem perto da cara das formigas

terça-feira, 16 de junho de 2015

sonhei com alguém que era como o zé celso quando balança os cabelos brancos em volta da careca de palhaço com o dedo em riste:
- estudo de caso é uma desconjuntura! um crime! é um crime!

quinta-feira, 11 de junho de 2015


Buscando ampliar as fontes (e horizontes) que dessem conta e vazão às dúvidas e hipóteses que eletrizavam minha cuca e pelos ao me orientar, o caminho natural que percorri em seguida foi:


sexta-feira, 29 de maio de 2015


sábado, 16 de maio de 2015

mornaço excesso de vigília
pra não soprar a empoeirada magia
do frio que sinto em todos os ossos
morta por dia

deus,
coma meu coração lazarento

sexta-feira, 15 de maio de 2015

e o sol amarelava como nas fotos
era um vale úmido de grama de folhas altas e largas ao pé do hibisco que não vi mais em lugar tempo algum
os caminhos de terra amanteigada de mar e de longas veias raízes multifurcando cantos sob o laranjal onde as galinhas dormiam empoleiradas
e chocavam dentro dos diversos móveis em decomposição ao sol
tirávamos tijolos da pirâmide para construir com tábuas nossos móveis no clarão do taquaral
proprietários cada de um galho do cinamomo, de uma árvore, de uma fábrica na freeway e de uma cor de exército do war

quinta-feira, 23 de abril de 2015

carol otto

Era uma tarde de verão, dessas que o sol abraça a Praça da Esplanada toda de dourado.
À soada habitual de oralidades, sirenes, jingles e batidas foi somado um som novo e extraordinário.
Os mais novos golpeavam as teclas do instrumento com os punhos fechados, buscando reproduzir as familiares batidas do Funk carioca.
O argentino Jorge assistia a cena aflito, tomado de dó pelo Carol Otto.
Rodrigo esperava pacientemente sua vez e explicava às crianças sobre as escalas e a posição das mãos para tocar o piano oferendado no centro daquela praça.
O músico gentil, multi-instrumentista autodidata, abandonou o caminho que o levava à carreira de futebolista quando aos doze anos de idade ganhou um cavaquinho da avó, que com coração orgulhado ouvia falar que o neto foi visto nas soleiras das portas das casas da Restinga Velha estudando o instrumento.
Havia tocado um piano apenas uma vez, um inesquecível precioso piano de cauda. Esquecera-se de como eram macias as teclas e da vibração da dança dos pedais.
Então passou a ser visto novamente pelas ruas da vila em seus estudos musicais.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

abre aquele
anm
ABRE AQUELE ALI , ABRE AQUELE ALI COM OS NÚMEROS, ABRE


segunda-feira, 23 de março de 2015





sexta-feira, 20 de março de 2015

o céu me alcança n'água
no peito um pêndulo imanta os quadris numa cadência extra-gravitacional
ontem eu sonhei que acordei com a lua no deserto rosa
rindo

atordoada a água e os animais que devoram meu corpo reverberam o ronco celestial

domingo, 8 de março de 2015




















quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

do pão de queijo que era de coco

- eu acreditei em mim
 que é pior que acreditar em deus

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

uma carta escrita à mão até o amanhecer
minha

um machucado nas costas
enquanto dormia

estico um braço e toco com os dedos
arde

eu pedi alegria
só isso
deus me desse alegria

então eu não tinha mais medo de mim
quando escutei o rock do ulisses
eu agradeço, eu agradeço, eu agradeço, eu agradeço
eu agradeço, eu agradeço, eu agradeço, eu agradeço

meus sonhos voltaram a fazer parte da lucidez e a ligar todas as camadas
do meu corpo dourado tão bonito
tão engraçado
desatado

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

o galo canta três e trinta
eu vou pro dia escuro do corredor das telhas amarelas e do mato verde todo azul da vó
sinto a aspereza cinza das tábuas finas e compridas do galpão caindo e voando pó brilhante areia nos dentes
mãe madrugada umida estende os braços
eu pinto

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

idiotas do reino de deus

coração naufrágio da mente

inacabados contínuos amorosos


carne segundos luz

palavra
maior amor do mundo

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

perturboso: perturboso
caminhada: história de vida, rumo tomado numa situação específica
borrega: sacos, bagagem. (frase Aline vendo Maomé e seus seguidores: "- Olha só, eles carregavam mais borrega que nós lá no deserto.")

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

onde entrar pelo buraco sair
de olho abulitado
rabo arrebitado

saliva de saliva de saliva








me disse agora rindo duas horas depois de me fazer prometer estar pra sempre vigilante de todos os impulsos de crueldade, violência e ganância que eu me fizer nascer

domingo, 19 de outubro de 2014

ela atravessou a rua para o corredor de ônibus depois de chegar na janela de um carro que não abriu, ali onde os postes de luz estavam apagados na osvaldo
eu queria comprar o jornal mas não tinha dinheiro
ela nem ofereceu porque como a maioria dos vendedores só tinha um exemplar
me pediu moedas pra apoiar
15 centavos eu tinha
eu falei da epa
ela abriu um sorriso redondo com seus lábios cheios
- não, não vai fechar não, não tá sabendo?. e o bandejão também vai abrir. é pra dois mil e quinze. vai abrir o bandejão comunitário. e a epa vai seguir tocando bala. - disse balançando os dedos como o didi mocó


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

quando eu fizer me engolir a terra
e o chão tempo multifacetar

ódio que resiste
quer que os companheiros sejam dignos

rodas dos solitários mecanismos de desunir

fujo da dor com os dentes cerrados
o sangue grosso e escuro estancado nos tornozelos
o ventre seco de medo da morte

alumiada dos olhos do mago
choro de feliz

a sombra que reconhece a graça permanecerá?

sexta-feira, 27 de junho de 2014


jesus choremo


quinta-feira, 26 de junho de 2014

- biuti
- fuu
- he,
é o segredo pra abrir a garrafa da gênio, o que quer?
- yo te quiero


segunda-feira, 16 de junho de 2014